Terrorismo


Explosões atingem shopping de Bagdá e palácio do filho de Saddam

Fonte: Agências Internacionais - Segunda feira - 31.03.2003

BAGDÁ - Uma grande explosão sacudiu na madrugada desta segunda-feira (noite de domingo no Brasil) uma área próxima ao edifício do Ministério da Informação do Iraque, em Bagdá, deixando um shopping center em chamas. Ainda não foi confirmado se um míssil causou a explosão, ocorrida perto de um conjunto residencial. A sede do ministério também foi alvejada por um míssil americano Tomahawk.

Duas grandes explosões também foram registradas no palácio presidencial usado por Qussay, um dos filhos de Saddam, às margens do Rio Tigre, na região central da capital.

De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Richard Myers, posições da artilharia da Guarda Republicana, as tropas mais bem-equipadas de Saddam, representam mais da metade dos alvos das operações.

Os ataques aéreos dos últimos dois dias, chamados de "formatando o campo de batalha", ocorreram à medida que as forças terrestres que se dirigem a Bagdá se reagrupavam, reabasteciam e reforçavam as linha de suprimento no sul da cidade, de onde provavelmente virá um ataque americano à capital. As tropas dos EUA estão cavando trincheiras e defendendo suas posições com peças de artilharia no local, enquanto aguardam ordem de seguir para a capital.

Os EUA tentam debelar unidades da Guarda Republicana - tropa de elite de Saddam. Os comandantes americanos temem ter que travar violentos combates com a guarda para entrar em Bagdá. Oficiais do Comando Central disseram que uma instalação de radar, locais de lançamento de mísseis terra-ar e baterias antiaéreas que estavam ao redor de Bagdá quando a guerra começou foram "amplamente eliminadas". Forças de apoio aéreo aos soldados - incluindo helicópteros Apache, AC-130 e A-10 - voavam sobre posições iraquianas sem encontrar resistência.

O major-general Stanley McChrystal disse que os ataques aumentaram dramaticamente em intensidade, com 1.700 bombas de precisão teleguiadas e 75 mísseis de cruzeiro disparados desde quinta-feira. Até então, 4.300 bombas de precisão e 400 mísseis de cruzeiro tinham sido disparadas pela coalizão anglo-americana. Os ataques dos EUA incluem bombardeiros B-52. O Pentágono afirmou que as forças de coalizão controlam agora 95% do espaço aéreo iraquiano.

No sul do país, continuavam as batalhas pelo controle da segunda maior cidade do Iraque, Basra, de onde civis tentam fugir há dias para obter água e comida, sendo interceptados por fogo cruzado das tropas britânicas e milícias leaias a Saddam. Neste domingo, fuzileiros navais britânicos mataram um coronel que era líder de um grupo paramilitar e capturaram outros cinco oficiais de alto escalão, entre eles um general, durante confronto em Basra.

As tropas da coalizão anglo-americana enfrentaram dura resistência enquanto avançavam na direção da cidade na "Operação James", nomeada em homenagem ao espião fictício James Bond. Cerca de 250 paramilitares e membros do Baath foram mortos no sábado, quando caças F-15E bombardearam um prédio em Basra onde estavam as forças leais a Saddam. Os fuzileiros destruíram uma torre de TV e uma imagem de Saddam numa parede em Basra.

Marines atacam base de 'Ali Químico' no sul do Iraque - Fuzileiros navais americanos lançaram um ataque durante a madrugada desta segunda-feira na cidade de Shatra, ao norte de Nassiriya, com o objetivo de matar integrantes da cúpula do regime de Saddam Hussein. Entre os alvos do ataque estaria Ali Hassan al-Majid, o "Ali Químico", primo de Saddam que foi encarregado de cuidar da segurança do sul do país. Majid ganhou seu apelido por ordenar e supervisionar o uso de armas químicas contra curdos em 1988.

Ali Químico é um dos mais notórios homens de Saddam. Sua captura ou morte seria um duríssimo golpe contra o regime iraquiano.


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