Terrorismo


Saddam diz que não fará concessão para evitar guerra

Fonte: Veja Online - 20.02.2003

O ditador iraquiano declarou que estaria disposto a evitar o conflito com os EUA se isso não custasse a independência de seu país. "Não faremos concessões sobre nosso direito de viver livremente", disse.

O ditador iraquiano, Saddam Hussein, disse nesta quarta-feira que o povo iraquiano não deseja uma guerra contra os Estados Unidos e que seu governo estaria disposto a evitar o conflito, se o preço não fosse a independência do país. "Nós não faremos concessões sobre nossa independência, dignidade e direito de viver como homens livres agindo livremente", disse Saddam, durante um encontro com o líder do Partido Comunista Russo, Gennady Zyuganov.

Durante o encontro Saddam disse ainda, segundo a Agência de Notícias Iraquiana, que seu país respeita a liberdade, dignidade e soberania e outras nações, mas "se a América tentar atacar, então verá a determinação do povo iraquiano. "Se América estiver possuída por demônios e imaginar que pode atingir os objetivos dos quais fala, nós a derrotaremos, se Deus quiser", disse.

Os EUA e a Grã-Bretanha acusam o Iraque de possuir armas de destruição em massa e estão mobilizando soldados na região do golfo Pérsico. Em seu discurso nesta Terça-feira, o primeiro-ministro da Inglaterra, Tony Blair, citou a crueldade de Saddam na esperança de persuadir os opositores da guerra a apoiarem sua posição de linha dura, mas disse que a exigência da Organização das Nações Unidas (ONU) para que o Iraque se desarme deve ser a base de qualquer ação.

O primeiro-ministro britânico expôs seus argumentos contra Saddam durante uma entrevista coletiva de aproximadamente uma hora. Repetiu várias vezes que Saddam é uma ameaça ao mundo e um tirano de seu próprio povo. "A razão para esta guerra não é a natureza do regime iraquiano, mas a necessidade de removermos do poder um dos regimes mais bárbaros e detestáveis da história política moderna", disse ele. Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, elogiou a posição de Blair. "Ele compreende que Saddam Hussein é um risco", disse.



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