Terrorismo


Saddam recua e promete ajudar mais os inspetores estrangeiros

Fonte: Veja Online - 20.01.2003

Pressionado pelos chefes de inspeção da ONU, governo iraquiano aceitou cooperar com o trabalho para evitar a guerra. País concorda com inspeção em área privada, interrogatório de cientistas e até fala em promover as inspeções por conta própria.

O governo do Iraque recuou diante do ultimato divulgado pela Organização das Nações Unidas neste domingo e anunciou, nesta segunda-feira, que buscará ajudar mais o trabalho dos inspetores da ONU no país. A promessa dos assessores de Saddam Hussein inclui inspeções em locais privados, visitas e interrogatórios nas casas de cientistas iraquianos e até vistorias feitas pelo próprio governo.

No domingo, o chefe de inspeção de armas, Hans Blix, e o diretor da agência de controle nuclear da ONU, Mohamed El Baradei, se reuniram com os assessores do ditador Saddam Hussein em Bagdá e disseram que cooperação é a única forma de impedir a guerra. O Iraque entendeu bem a mensagem e se prontificou a ajudar. Nesta segunda, Blix disse estar "cautelosamente confiante" no acordo.

Apesar de acreditar nas promessas iraquianas, o chefe dos inspetores disse que ainda há questões que precisam ser resolvidas entre os dois lados para evitar um ataque dos Estados Unidos. Um dos principais assessores de Saddam divulgou um comunicado informando o mundo de que Bagdá irá enviar mais documentos à ONU e esclarecer itens suspeitos de seu dossiê de armas, contestados pelos EUA.

Mais ameaças - Sobre as ogivas vazias encontradas neste fim de semana, o Iraque disse apenas ter "esquecido" das armas quando listou seu arsenal no relatório entregue à ONU. O governo também diz ter preparado uma lista com 500 nomes de técnicos envolvidos em programas de armas de destruição em massa no passado. Os EUA e a Inglaterra, que estudam atacar o país, não comentaram as medidas.

Tanto americanos como ingleses, porém, voltaram a divulgar ameaças contra Saddam. Nesta segunda, o ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw, prometeu usar "força militar" se o ditador iraquiano não contribuir para valer. No domingo, oficiais americanos já haviam pedido uma cooperação maior do país. Eles disseram também que a decisão sobre a guerra pode estar próxima.



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