Terrorismo


Inspetores da ONU chegam a Bagdá

Fonte:Veja Online - Segunda-Feira, 18.11.2002


O grupo de 25 representantes das Nações Unidas desembarcou no Iraque, onde deve reiniciar a missão de investigação sobre armas. Segundo o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tariq Aziz, o país não se convenceu de que ao permitir o trabalho da ONU impedirá uma guerra contra os Estados Unidos.
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A equipe de inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) desembarcou nesta segunda-feira em Bagdá, onde deve reiniciar a missão de investigação sobre armas após quatro anos de ausência do país. O avião que levava os inspetores partiu de Chipre, onde sua base logística estará localizada nos próximos meses.
O grupo de 25 inspetores, liderado por Hans Blix e Mohamed el-Baradei, realizará uma operação de busca de eventuais armas de destruição em massa, conforme previsto na resolução da ONU. Esse grupo cuidará de questões logísticas da inspeção. De acordo com a Agência Reuters, até o final do ano, entre oitenta e cem inspetores estarão envolvidos no trabalho.

Nos primeiros dias, os inspetores se dedicarão a tarefas como alugar carros e instalar os laboratórios que vão examinar amostras do ar, da água e do solo. No equipamento levaram até aspiradores de pó. As inspeções técnicas começam em 27 de novembro.
O procedimento do governo iraquiano diante do trabalho dos inspetores será acompanhado de perto pela ONU. O primeiro grande teste de cooperação será em 8 de dezembro, quando o Iraque deve entregar um balanço completo de seus programas bélicos proibidos. Até 27 de janeiro, os inspetores devem apresentar seu primeiro relatório.

Os inspetores deixaram o Iraque em 1998, queixando-se da falta de cooperação do presidente Saddam Hussein. A inspeção de armas de destruição em massa é um pré-requisito para a suspensão das sanções da ONU ao Iraque.
O vice-primeiro-ministro do Iraque, Tariq Aziz, afirmou que seu país está disposto a cooperar com as inspeções, mas acrescentou que Bagdá não se convenceu de que isso impedirá uma guerra com os Estados Unidos.

A imprensa iraquiana recebeu a nova missão com comentários hostis. O Al-Thawra, jornal porta-voz do partido Baath Party, do presidente Saddam Hussein, trouxe um editorial na primeira página destacando que a missão anterior da ONU era uma organização norte-americana para espiar o Iraque. O editoral pede para que a nova missão evite o mesmo comportamento.



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