Terrorismo


Cientista iraquiano: falta pouco para bomba nuclear

Fonte: Globonews - Segunda-feira, 16/09/2002 - 16h40m


LONDRES - Um cientista nuclear iraquiano, exilado na Grã-Bretanha, acredita que Bagdá está mais próxima de construir uma bomba atômica do que se pensa. O jornal britânico The Times disse que o Dr. Khidir Hamza, descrito como um dos melhores pesquisadores nucleares do Iraque, fugiu para o Ocidente em 1994 e acredita que o Iraque tinha capacidade de fazer cópias da centrífuga alemã e usá-las para produzir uma bomba nuclear. A centrífuga alemã foi desmontada pelos inspetores de armas internacionais antes da saída deles do país em 1998, mas Hamza disse ao Times que os cientistas iraquianos tinham estudado o modelo da centrífuga e aprendido a copiá-la. - Filmamos a montagem dela, então poderíamoos fazer outras idênticas - disse Hamza.


Iraque comprou urânio do Brasil por mais de uma década

BRASÍLIA - A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), do Ministério de Ciência e Tecnologia, esclareceu há pouco que o Brasil exportou urânio para o Iraque de 1979 a 1990. A Cnen garante que a exportação foi regular e, na época, não havia qualquer restrição internacional à venda do produto para aquele país.
O Ministério de Ciência e Tecnologia deverá se posicionar sobre a reportagem do jornal britânico 'The Times'. O cientista iraquiano Khidir Hamza, que integrou o Conselho Científico do Sistema de Energia Atômica do Iraque, o país controlado por Saddam Hussein teria condições de produzir a bomba atômica em até três meses, pois teria urânio brasileiro. O jornal americano fala em contrabando de urânio do Brasil.
O Brasil vendeu ao Iraque "yellow cake" - produto que equivale ao primeiro estágio do enriquecimento do urânio. Esse material pode ser utilizado em equipamentos médicos. Até o fim do dia a Cnen deverá divulgar dados mais detalhados sobre a transação comercial entre Brasil e Iraque.

Reuters



Voltar