Terrorismo

Americanos prestam tributo às vítimas de 11 de Setembro
Fonte: Veja Online - 11.Mar.2002


AFP


Bush: na Casa Branca


Osama bin Laden não foi encontrado, nenhum líder da Al Qaeda foi preso, os militantes islâmicos resistem no Afeganistão e os Estados Unidos continuam vulneráveis a novos ataques. No entanto, os americanos voltaram a lembrar de 11 de setembro em grandes cerimônias públicas nesta segunda-feira, exatos seis meses depois do pior atentado terrorista da História. As cerca de 3.000 vítimas dos atentados foram homenageadas em Nova York e Washington, enquanto o governo fazia um balanço da tragédia, das mudanças do país e da guerra ao terrorismo.

Em Nova York, cidade mais afetada pela tragédia, uma grande cerimônia foi realizada no local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center. Autoridades e famílias das vítimas fizeram um minuto de silêncio no horário em que o primeiro avião seqüestrado explodiu (10h46 de Brasília), assim como no momento da segunda explosão, 17 minutos depois. O prefeito Mike Bloomberg, o governador George Pataki e o ex-prefeito Rudy Giuliani participaram da cerimônia, no Battery Park. A homenagem terminou com o sino dos bombeiros, que perderam 343 homens nos atentados.

À tarde, cerca de 100 famílias das vítimas reuniram-se num hotel do centro de Manhattan. Os parentes dos mortos almoçaram e, em seguida, assistiram a outra cerimônia: a inauguração do "Tributo da Luz", dois enormes feixes luminosos que simbolizam as torres destruídas. As luzes poderão ser vistas num raio de 32 quilômetros, e ficarão acesas todas as noites até que se construa um memorial definitivo. A escultura Esfera, que enfeitava o WTC e resistiu à destruição, também será instalada no local. "Essa escultura é como Nova York", disse Bloomberg. "Ela foi danificada, mas não destruída."

Discurso - Em Washington, o presidente George W. Bush participou de cerimônia na Casa Branca junto de outros 150 líderes políticos, parlamentares e familiares das vítimas do atentado no Pentágono. Bush discursou apresentando um balanço de todas as conseqüências do terrorismo para o país e indicou quais serão os próximos passos da campanha militar americana. Ele elogiou o apoio dos outros países que formam a coalizão contra o terror e detalhou os objetivos do governo. "A História lembrará de 11 de setembro não apenas como um dia de tragédia, mas como um dia de decisão, quando o mundo civilizado foi colocado em fúria."

No Pentágono, o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, visita as reformas do local atingido pelo terceiro dos quatro aviões seqüestrados e almoça com os principais militares americanos. Em seu encontro, ele discutirá os próximos passos da guerra, que podem incluir uma ação contra o Iraque. Os tributos às vítimas também acontecem num campo do interior da Pensilvânia, onde o último dos quatro aviões seqüestrados pelos extremistas islâmicos caiu.




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