Terrorismo

 



Americanos desistem da caça a bin Laden
Fonte: Veja Online
09.Jan.2002


Com o fim da caça ao dissidente saudita nas montanhas, os Estados Unidos estão vasculhando computadores e documentos dos terroristas capturados. Eles podem revelar mais informações sobre o grupo e até detalhes sobre o paradeiro de seu líder.


Americanos buscam pistas sobre Osama bin Laden interrogando líderes da Al Qaeda
09.Jan.2002

Sem pistas de Osama bin Laden nas montanhas de Tora Bora ou na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, a inteligência dos Estados Unidos está tentando obter informações sobre o paradeiro do terrorista mais procurado do mundo com seus próprios companheiros do grupo Al Qaeda. Líderes da facção extremista estão sendo interrogados repetidamente, e seus pertences - incluindo computadores, telefones e documentos - vêm sendo investigados à exaustão.

O líbio Ibn Al-Shaykh al-Libi, um dos 12 integrantes da cúpula da Al Qaeda listados pelo FBI, está detido no USS Bataan, um navio americano ancorado no Mar da Arábia. De acordo com os investigadores americanos, ele cedeu informações importantes sobre a organização dos atentados de 11 de setembro. Al-Libi ajudava a manter os campos de treinamento de Osama bin Laden.

Outros dois líderes do grupo terrorista também foram separados dos outros prisioneiros para que pudessem ser interrogados. Apesar de não terem a mesma graduação de al-Libi na hierarquia da Al Qaeda, eles tinham computadores, telefones celulares e documentos que podem trazer informações preciosas aos americanos. A dupla foi capturada no complexo de cavernas de Zawar Kili, e está detida no aeroporto de Kandahar.

A cidade, antigo centro espiritual da milícia Talibã, é a sede de um complexo penitenciário improvisado pelas forças dos Estados Unidos. Dos 364 membros do Talibã e da Al Qaeda que estão sob a guarda dos americanos, 301 estão na prisão provisória do aeroporto de Kandahar. Os vôos para a base de Guantanamo, em Cuba, começam nesta quarta-feira, cercados de um enorme esquema de segurança. "É óbvio que ter detentos dispostos a sacrificar suas vidas para matar os outros é uma situação perigosa", disse o general Tommy Franks, comandante da campanha americana.




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