Roland Garros



O Aberto da França é um torneio que tem um charme que só uma cidade como Paris pode oferecer. São 15 dias de jogos, que levam uma multidão para o complexo de 20 quadras de Roland Garros, que ao contrário do que se imagina, não era tenista. Ele era avidor, amigo de Santos Dumont e morreu em outubro de 1918 durante a I Guerra Mundial, apenas cinco semanas antes do Amistício.

Até chegar ao local atual em 1929, o torneio foi disputado em dois outros lugares: o Estádio de França e no Racing Club, ambos em Paris. De 1891, ano em que foi realizado pela primeira vez, até 1924, a competição foi uma espécie de Campeonato Francês, com participação restrita de estrangeiros. Em seguida, vieram os tempos internacionais, quando se destacaram os "mosqueteiros" Jacques Brugnon, Jean Borotra, Henri Cochet e René Lacoste, quatro supercampeões franceses e Suzanne Langlen, uma das melhores tenistas da época e que dá nome ao troféu oferecido à campeã do torneio e à segunda quadra mais importante do complexo.

Paralisado durante as duas Guerras Mundiais, o torneio voltou na segunda metade da década de 40 com novo domínio: saíam os franceses, e surgiam americanos e australianos. Os maiores vencedores da competição, porém, só apareceram na década de 70.

Assim como em Wimbledon, o sueco Bjorn Borg foi quem mais venceu na quadra de saibro parisiense. Ganhou seis vezes o torneio, desbancando jogadores como o romeno Ilie Nastasse, o argentino Guillermo Villas, o americano Vitas Gerulaittis e o tcheco Ivan Lendl.

Entre as mulheres, a norte-americana Chris Evert foi a maior vencedora conquistando sete vezes a competição, até o aparecimento da alemã Steffi Graf vencedora em seis oportunidades entre 1987 e 99.

O Brasil sempre se destacou em Roland Garros. Além dos títulos de Guga, o país foi campeão com Maria Esther Buenos em duplas femininas e mistas e com Thomas Koch, também em parcerias. Até Gustavo Kuerten ganhou
antes de 1997: foi campeão de duplas na categoria junior em 1994.

SAIBA MAIS UM POUCO SOBRE ROLAND GARROS

O mais jovem campeão do torneio masculino foi o norte-americano Michael Chang, que surpreendeu o mundo do tênis em 89, ao faturar o torneio com apenas 17 anos e três meses. Chang eliminou o então imbatível Ivan Lendl e virou a final contra Stefan Edberg.

O espanhol Andrés Gimeno, em 72, foi o mais velho campeão do torneio, aos 34 anos e 10 meses. A recordista é a húngara Zsuzsi Kormoczy, que venceu em 58 aos 33 anos.

Assim como Pete Sampras, o norte-americano John McEnroe jamais conquistou o Aberto da França em sua carreira. Mas esteve bem perto em 84, quando permitiu uma das mais incríveis viradas da história dos Grand Slam: vencia por 2 sets a 0 e perdeu para o então tcheco Ivan Lendl, por 3 a 2.

A então iugoslava Monica Seles ainda é a mais jovem campeã de Roland Garros, um recorde difícil de ser quebrado. Em 90, ela iniciou seu reinado de três anos ao faturar o Aberto francês aos 16 anos e 6 meses.

O voraz público de quase 400 mil pessoas, durante os 14 dias de torneio, consome cerca de  100 mil sanduíches por ano. Já os tenistas bebem até 48 mil litros de água e comem duas toneladas de massas durante o torneio.

A Federação Francesa investiu um total de US$ 50 milhões na modernização do complexo de Roland Garros. As reformas começaram em 98 e terminaram em 2000, com a reinauguração da quadra central.

Ao vencer o torneio francês, em 1956, a norte-americana Althea Gibson se tornou a primeira tenista negra da história a faturar um evento de Grand Slam. No masculino, sua façanha foi  repetida por Arthur Ashe, em 75, e no feminino, por Serena Williams, em 99.

Roland Garros literalmente abriu a era do tênis profissional, ao ser o primeiro grande torneio do calendário a finalmente aceitar a presença dos jogadores profissionais, em 1968. Até então os Grand Slam só podiam ser disputados por tenistas amadores.

Os franceses, fanáticos por tênis e muitas vezes mal-comportados nas arquibancadas, não vêm um campeão nacional desde o notável Yannick Noah, em 83. Henri Leconte chegou à final de 88, mas perdeu para o sueco Mats Wilander.

Além de Guga, o Brasil tem um histórico respeitável no saibro francês. Maria Esther Bueno foi vice em 65; Fernando Meligeni chegou à semi em 99; Jaime Oncins e Carlos Kirmayr atingiram as oitavas. Estherzinha ganhou duplas e duplas mistas em 60, Thomaz Koch foi campeão de duplas mistas, em 75, e Cássio Motta/Cláudia Monteiro, vices de mistas em 82.

Bjorn Borg foi outro fenômeno sobre a quadra lenta de Paris. Ganhou seis vezes, quatro delas consecutivas. O sueco, que entregou o troféu a Gustavo Kuerten em 97, perdeu apenas um único jogo entre 74 e 81, já que não atuou na edição de 76.



ISSO É ROLAND GARROS


CIRCUITO DE ROLAND GARROS







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